terça-feira, 25 de maio de 2010

EU TE AMO

expulsar as manhãs

pôr em pé o passado

chorar diante de você

ter filhos imaginários

- e aguentá-los

quando forem selvagens

e sobretudo

quando dormirem

sem roupa

durante as brigas fatais

no presídio

que você construiu com as mãos

(nos velórios)

onde não há mais a sombra

daquele dia naquela praça

....

Belo poema de Paulo Scott, que já andou por estas terras tupiniquins.

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