
Em 2010, a IV Semana dos Povos Indígenas pautará a discussão de forma articulada em quatro eixos temáticos: Meio ambiente, sustentabilidade e produtividade; Educação, cultura e tecnologias; Saúde, segurança alimentar e habitação; Justiça, cidadania, direitos humanos e assistência social, que nortearão os debates nas aldeias e nos municípios com população indígenas.
A IV Semana dos Povos Indígenas será realizada de 18 a 25 de abril, de forma descentralizada, em Belém e aldeias indígenas, a saber: aldeia Trocará do povo Assurini/ Tucuruí, aldeia Cateté do povo Xicrin/ Parauapebas , aldeia Mapuera do povo Wai Wai/ Oriximiná, aldeia em Alter do Chão do povo Borari/Santarém, São Félix do Xingu, Altamira. O objetivo da IV SEPI é rediscutir a relação existente entre indígenas e não-indígenas, através de atos públicos, manifestações culturais, palestras, oficinas, mesas-redondas, exposições culturais, mostra de vídeos e atividades nas escolas de Educação Básica, envolvendo os povos indígenas e não indígenas do Estado do Pará. Haverá ainda vivências e oficinas voltadas para o público (indígenas ou não) para auxiliar na construção desses diálogos.
ABERTURA – No dia 18 de abril, a partir das 18h, começa oficialmente a IV Semana dos Povos Indígenas com a apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz e Indígenas dos povos Tembé, Assurini, Guarani, Kayapó e a participação de Liliane Xipaia; e a abertura do “Circuito Cultural Nós Indígenas”, um grande circuito de exposições de acervos indígenas que será montado com a finalidade de oferecer ao público um panorama completo da cultura indígena desde os primeiros contatos com os não indígenas até os tempos atuais.
CIRCUITO DE EXPOSIÇÕES – No Museu do índio do Solar da Beira está aberta ao público a Mostra Fotógráfica “Asurini Awaeté – Gente de Verdade”. Os fotógrafos paraenses João Ramid, Alberto Ampuero e Diana Figueroa, através de sessenta e sete fotos selecionadas retratam a vida, a arte, força e a cultura do povo Assurini do Xingu.
No Museu Paraense Emilio Goeldi será montada a exposição “Kayapó Mebengokre nhõ pyka” com o cotidiano, os fazeres e rituais do povo Kayapó Mebengokre. Para composição da exposição, três aldeias participaram do processo de produção: Moikarakoa, Las Casas e Kikretum, através de histórias contadas pelos mais velhos, confecção de flexas, artesanato e captação de imagens.
No Forte do Presépio será incluída no circuito a exposição com cerâmica primitiva e artefatos indígenas do Museu do Encontro na sala Gauaimiaba. A exposição reúne objetos em cerâmica tapajônica e marajoara, além da cultura material recolhida no próprio sítio histórico: fragmentos de cerâmica e porcelana, balas moedas, etc.
No Museu Histórico do Estado do Pará (MHEP) : Uma coletânea de acervos em parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai) e acervo etnográfico da 1ª Comissão Demarcadora de Limites será apresentada na Exposição de Acervos dos Povos Indígenas do Estado .
No MHEP, estará aberta ao público a exposição das pinturas do artista plástico indígena Pituku Waiãpi que foi diagnosticado com paralisia infantil aos 2 anos de idade e desde os 18, desenvolveu técnicas de pintura utilizando a boca para pintar seus quadros. Pituku nasceu na aldeia Amapari, terra indígena Waiãbi no Amapá. Em 1979, quando tinha apenas dois anos, foi diagnosticado com paralisia infantil e foi retirado da sua comunidade pela Funai. Passou a morar na Casa de Saúde Indígena, em Belém. O instinto nato do artista o fez superar esse obstáculo, e ele usa a boca para produzir suas pinturas. Manuseando o pincel de uma forma diferente do convencional, o indígena desenvolve seus trabalhos desde 1996, quando ainda tinha 18 anos.
Na sede da FCV, no Telégrafo, será aberta a mostra “Formas e Cores da Cultura dos Tembés”. A exposição reúne telas, objetos e artesanato produzidos pelos índios, na aldeia Teko Haw, localizada à margem esquerda do rio Gurupi, na divisa do Pará com o Maranhão.
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