quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Transvaloração

- Você não está seguro do que diz? Vai novamente mudar,
deslocar-se em relação às questões que lhe são colocadas, dizer
que as objeções não apontam realmente para o lugar em que você
se pronuncia? Você se prepara para dizer, ainda uma vez, que você
nunca foi aquilo que era você se critica? Você já arranja a saída
que lhe permitirá, em seu próximo livro, ressurgir em outro lugar e
zombar como o faz agora: não, não, eu não estou onde você me
espreita, mas aqui de onde o observo rindo.

- Como?! Você pensa que eu teria tanta dificuldade e tanto
prazer em escrever, que eu me teria obstinado nisso, cabeça baixa,
se não preparasse - com as mãos um pouco febris - o labirinto onde
me aventurar, deslocar meu propósito, abrir-lhe subterrâneos,
enterrá-lo longe dele mesmo, encontrar-lhe desvios que resumem e
deformam seu percurso, onde me perder e aparecer, finalmente,
diante de olhos que eu não terei mais que encontrar? Vários, como
eu sem dúvida, escrevem para não ter mais um rosto. Não me
pergunte quem sou e não me diga para permanecer o mesmo: é
uma moral de estado civil; ela rege nossos papéis. Que ela nos
deixe livres quando se trata de escrever.

Foucault - Arqueologia do Saber

let me out of this hell when you're around

>

lindo

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Mantra da semana

liberdade afetiva de tudo o que me atrasa nesta vida
liberdade afetiva de tudo o que me atrasa nesta vida


Deus é força Deus é luz
Deus é luz Deus é força


pequena Olívia
Olívia pequena

sacudi do peito antigos rancores velhos defeitos
sacudi do peito velhos defeitos antigos rancores

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

macaco bong


macaco bong / shift from greenvision films on Vimeo.


orgulho do meu amigo gustavo "bogoball" godinho
Loucura2.jpg (286×360)
memória
O homem também se admira de si mesmo por não poder aprender a esquecer e por sempre se ver novamente preso ao que passou: por mais longe e rápido que ele corra, a corrente corre junto. É um milagre: o instante em um átimo está ai, em um átimo já passou, antes um nada, depois um nada, retorna entretanto ainda como um fantasma e perturba a tranqüilidade de um instante posterior (...) O homem (...) contrapõe-se ao grande e cada vez maior peso do que passou: este peso o prime ou o inclina para o seu lado, incomodando os seus passos como um fardo invisível e obscuro que ele pode por vezes aparentemente negar e que, no convívio com os seus iguais, nega com prazer: para lhes despertar a inveja (...) então ele aprende a entender a expressão “foi”, a senha através da qual a luta, o sofrimento e o enfado se aproximam do homem para lembrá-lo o que é no fundo de existência – um imperfectum que nunca pode ser acabado. Se a morte traz por fim o ansiado esquecer, então ela extingue ao mesmo tempo o presente e a existência, imprimindo, com isto, o selo sobre aquiele conhecimento de que a existência é apenas um ininterrupto ter sido, uma coisa que vive de se negar e de se consumir, de se autocontradizer.

Da utilidade e desvantagem da história para a vida
Nietzsche 

segunda-feira, 2 de agosto de 2010

[Death+and+Life+by+Klimt.jpg]
devir

Além-do-humano: o super-homem



Viver em um mundo humano sob o império do niilismo não é, de modo algum, uma objeção ao pensamento – o que tem o pensamento a ver com objeções! Percebemos que é exatamente aí, nesse ambiente lúgubre, que a necessidade de exercermos a plena potência do pensamento torna-se indispensável para criarmos novos modos de construir o mundo. Dessa forma, o pensamento poderá impor-se diante da mediocridade, afastando para longe muitas noções corrompidas como, por exemplo, o “bem-estar” tão cultuado pela civilização moderna. Criar modos de “bem-viver” é muito mais interessante: viver e não apenas sobreviver... Trazer para si a tarefa de tornar-se o que se é: esta é a provocação da filosofia de Nietzsche. Ler Nietzsche e, principalmente, viver nietzscheanamente em um mundo niilista, exige boas doses de prudência e desintoxicação. No lugar do ar impuro daquilo que degenera ao nosso redor, sentimos a pureza da atmosfera do devir; no lugar do corpo rígido, surge o corpo flexível: nasce em nós uma nova sensibilidade. 2 Produzir um novo corpo e um novo pensamento: isso não se trata mais de um “humano”, mas de um além-do-humano.

Ao contrário do plebeu, que necessita desesperadamente de uma identidade para se defender, Nietzsche defendeu-se da seriedade mórbida do europeu da sua época ao experimentar intensidades onde a identidade é aniquilada. Grande riqueza de alguém que aprendeu a não levar o “eu” a sério... Saber dançar, jogar e rir, são provas de uma vida que singularizou-se por não fixar-se nas identificações sociais. A respeito disso,
Pierre Klossowski diz: “[...] querer ser outro diferente do que se é para se tornar o que se é.”4 É evidente que a emoção psicológica experimentada nesses estados de dissolução da identidade não é – ao contrário do que o plebeu pensa – uma enfermidade, mas expressa uma natureza saudável que conquistou o direito de não se identificar com formas a priori. A capacidade de mutação é uma grande saúde. Por isso que essa
natureza mutante é incapturável pelos sistemas de poder vigentes; é impossível detê-la numa classificação “racional” qualquer. O que se costuma dizer como “verdadeiro”, “eu”, “imóvel”, “ideal”, ou então, “esquizofrênico”, “normal”, “bem”, “mal”, são mentiras que o homem, já capturado, utiliza como escudos contra a vida... Eis a denúncia de Nietzsche contra uma moral que está a serviço da covardia.

Amauri Ferreira

terça-feira, 1 de junho de 2010

As meninas


“(...) olhamos um quadro de onde um pintor, por sua vez, nos contempla. Nada mais que um face-a-face, olhos que se surpreendem, olhares retos que, em se cruzando, se superpõem.E, no entanto, essa tênue linha de visibilidade envolve, em troca, toda uma rede complexa de incertezas, de trocas e de evasivas. O pintor só dirige os olhos para nós na medida em que nos encontramos no lugar do seu motivo. Nós, espectadores, estamos em excesso. Acolhidos sob esse olhar, somos por ele expulsos, substituídos por aquilo que desde sempre se encontrava lá, antes de nós: o próprio modelo. Mas, inversamente, o olhar do pintor, dirigido para fora do quadro, ao vazio que lhe faz face, aceita tantos modelos quantos espectadores lhe apareçam; nesse lugar preciso mas indiferente, o que olha e o que é olhado permutam-se incessantemente. Nenhum olhar é estável, ou antes, no sulco neutro do olhar que traspassa a tela perpendicularmente, o sujeito e o objeto, o espectador e o modelo invertem seu papel ao infinito. E, na extremidade esquerda do quadro, a grande tela virada exerce aí sua segunda função: obstinadamente invisível, impede que seja alguma vez determinável ou definitivamente estabelecida a relação dos olhares. A fixidez opaca que ela faz reinar num lado torna para sempre instável o jogo das metamorfoses que, no centro, se estabelece entre o espectador e o modelo. Porque só vemos esse reverso, não sabemos quem somos nem o que fazemos. Somos vistos ou vemos? O pintor fixa atualmente um lugar que, de instante a instante, não cessa de mudar de conteúdo, de forma, de rosto, de identidade. Mas a imobilidade atenta de seus olhos remete a uma outra direção, que eles já seguiram freqüentes vezes e que breve, sem dúvida alguma, vão retomar: a da tela imóvel sobre a qual se traça, está talvez traçado, desde muito tempo e para sempre, um retrato que jamais se apagará."

Foucault - As Palavras e as Coisas

terça-feira, 25 de maio de 2010

EU TE AMO

expulsar as manhãs

pôr em pé o passado

chorar diante de você

ter filhos imaginários

- e aguentá-los

quando forem selvagens

e sobretudo

quando dormirem

sem roupa

durante as brigas fatais

no presídio

que você construiu com as mãos

(nos velórios)

onde não há mais a sombra

daquele dia naquela praça

....

Belo poema de Paulo Scott, que já andou por estas terras tupiniquins.

Fotos - Ilha do maracujá



Fotos da ação de Enfrentamento ao Abuso e Exploração sexual de C/A, realizada no dia 22 de maio, na Ilha do Maracujá, pela nossa equipe de governo. São esses esses momentos que fazem tudo valer à pena. Um grande abraço para todo mundo que particpou do evento

Cerca de 30 profissionais, entre civis e militares, trabalharam na ação. Eles são da das Câmaras de Políticas Sociais de Defesa Social da Secretaria de Estado de Governo (Segov); da Secretaria de Estado de Justiça e de Direitos Humanos (Sejudh); Polícia Civil (PC); Polícia Militar (PM); Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes) e Secretaria de Estado de Saúde (Sespa).

A população ribeirinha também participou de oficina de artesanato e assistiu a filmes relacionados à violência contra menores de 18 anos. Houve momento de diversão para a criançada, com a presença do palhaço "Claustrofóbico", da Organização não-governamental Rádio Margarida






quinta-feira, 20 de maio de 2010

Foto Jalusa de Arruda

Conheci uma pessoa muito bacana, uma das capacitadoras do Instituto Aliança, militante, intelectual, comunicadora, poetisa, roqueira, fotografa, radialista, etc., e ainda por cima minha prima!! Essas arrudas são demais mesmo. Beijo prima!!

Capacitação sobre Tráfico para Fins de Exploração Sexual


A capacitação sobre TRÁFICO DE PESSOAS PARA FINS DE EXPLORAÇÃO SEXUAL realizada pelo pessoal do INSTITUO ALIANÇA, parceria com a SEJUDH, foi um sucesso. Os inúmeros técnicos da REDE DE GARANTIA DE DIREITOS e dos Conselhos Tutelares de inumeros municípios do Pará retornaram para seus locais de trabalho renovados em conhecimentos e motivação para continuarem as árduas labutas em prol de nossas crianças e adolescentes.

O blog dos SERVIDORES DA SEJUDH cobriu o evento.

terça-feira, 11 de maio de 2010

SEJUDH manda avisar

PROJETO DISSEMINAÇÂO CAPACITARÁ PROFISSIONAIS EM BELÉM

Entre os dias 10 e 14 de maio, o Instituto Aliança dará início ao Projeto Disseminação no município de Belém/ PA. A ação apoiada pela Secretaria dos Direitos Humanos da Presidência da República (SEDH) tem como objetivo disseminar uma metodologia eficaz de atendimento e assistência direta a crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual e tráfico para esse fim.
O Projeto Disseminação, lançado em maio de 2009, oferece capacitação e assistência técnica à gestores, técnicos, conselheiros, educadores sociais e integrantes da rede socioassistencial, tendo por referência a metodologia desenvolvida e disponibilizada pela organização Partners of the Americas,com recursos da Agência dos Estados Unidos para o Desenvolvimento Internacional (USAID).
Em Belém, a capacitação contará com a participação de cerca de 200 profissionais. Durante os cinco dias, serão abordados conteúdos e disponibilizadas metodologias de identificação, acesso, atendimento e encaminhamento a crianças e adolescentes vítimas de exploração sexual e tráfico, para esse fim.
As capacitações e assistências técnicas visam qualificar e fortalecer o trabalho das Redes de Proteção e de Defesa e Responsabilização, buscar o aprimoramento dos serviços de atendimento psicossocial e jurídico às vítimas e suas famílias e contribuir para a superação de traumas, além de estimular o desenvolvimento de ações voltadas à reinserção familiar e comunitária e à inserção sócio-produtiva. O Projeto Disseminação prevê, ainda, a implantação de bancos de dados (de atendimento e de gestão institucional), ferramentas essenciais para o real dimensionamento do fenômeno nos municípios.

Para garantir a sustentabilidade e continuidade das ações, será assinado, em Belém, um convênio entre o Instituto Aliança e o Governo do Estado, por meio da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos. A proposta amplia a parceria com o Comitê Interinstitucional de Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes, em estreita articulação com os Conselhos Municipais dos Direitos da Criança e do Adolescente, além dos Conselhos Tutelares e ações implementadas pelo Programa de Ações Integradas e Referenciais para o Enfrentamento da Violência Sexual Infanto-Juvenil (PAIR).

Além de Belém (PA), os municípios de Salvador (BA), São Luís (MA), Fortaleza (CE), São Paulo (SP), Foz de Iguaçu (PR), Maceió (AL) e Goiânia/GO também foram contemplados com esta iniciativa no campo do atendimento às vítimas. A expectativa é de que cerca 1, 5 mil profissionais de diferentes áreas sejam capacitados em todo o Brasil.

Mais informações:

Instituto Aliança
Ilma Oliveira - (71) 9187.0651/ - (71) 2107.7420 (ilma.ilma@uol.com.br) - Diretora do IA
Sandra Santos (71) 8816.4055 - (sanstos@yahoo.com.br) – Consultora Técnica
Graça Gadelha (61) 8151.9878 -(graça.gadelha@terra.com.br) - Consultora Articulação Política

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Fundação Curro Velho manda avisar

Ainda como desdobramento da Semana dos Povos Indigenas teremos o encontro entre indigenas da Brasil e Venezuela

terça-feira, 4 de maio de 2010

beira a escatologia, mas alcança verdades não anunciadas
sabe que nunca mais me masturbei...

ARG#10

prova maior de amor próprio do que masturbação?
pena que o pescoço não seja assim tão longo
e o buraco do umbigo esteja tão cerrado

BsAs, 02/01/10, 0X+2h13

claro que só pode se do caco ishak

sábado, 1 de maio de 2010

Subitamente


Mirando a janela fechada detrás da cortina laranja
...
Subitamente_Joguei fora o passado com as velhas xérox guardadas no armário_As cinzas do velho incêndio no leito_Varridas para debaixo do peito_Foram sacudidas pelas janelas destrancadas.

E as últimas contrações de meu útero imaginário
Foram extirpadas em álcool 12 anos

Hoje a poesia é o presente.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Máxima

Com 30 anos de idade, cheguei na formulação de minha máxima pessoal inexorável:

Amor é uma questão de Fé

quinta-feira, 15 de abril de 2010



Em 2010, a IV Semana dos Povos Indígenas pautará a discussão de forma articulada em quatro eixos temáticos: Meio ambiente, sustentabilidade e produtividade; Educação, cultura e tecnologias; Saúde, segurança alimentar e habitação; Justiça, cidadania, direitos humanos e assistência social, que nortearão os debates nas aldeias e nos municípios com população indígenas.

A IV Semana dos Povos Indígenas será realizada de 18 a 25 de abril, de forma descentralizada, em Belém e aldeias indígenas, a saber: aldeia Trocará do povo Assurini/ Tucuruí, aldeia Cateté do povo Xicrin/ Parauapebas , aldeia Mapuera do povo Wai Wai/ Oriximiná, aldeia em Alter do Chão do povo Borari/Santarém, São Félix do Xingu, Altamira. O objetivo da IV SEPI é rediscutir a relação existente entre indígenas e não-indígenas, através de atos públicos, manifestações culturais, palestras, oficinas, mesas-redondas, exposições culturais, mostra de vídeos e atividades nas escolas de Educação Básica, envolvendo os povos indígenas e não indígenas do Estado do Pará. Haverá ainda vivências e oficinas voltadas para o público (indígenas ou não) para auxiliar na construção desses diálogos.
ABERTURA – No dia 18 de abril, a partir das 18h, começa oficialmente a IV Semana dos Povos Indígenas com a apresentação da Orquestra Sinfônica do Teatro da Paz e Indígenas dos povos Tembé, Assurini, Guarani, Kayapó e a participação de Liliane Xipaia; e a abertura do “Circuito Cultural Nós Indígenas”, um grande circuito de exposições de acervos indígenas que será montado com a finalidade de oferecer ao público um panorama completo da cultura indígena desde os primeiros contatos com os não indígenas até os tempos atuais.

CIRCUITO DE EXPOSIÇÕES – No Museu do índio do Solar da Beira está aberta ao público a Mostra Fotógráfica “Asurini Awaeté – Gente de Verdade”. Os fotógrafos paraenses João Ramid, Alberto Ampuero e Diana Figueroa, através de sessenta e sete fotos selecionadas retratam a vida, a arte, força e a cultura do povo Assurini do Xingu.
No Museu Paraense Emilio Goeldi será montada a exposição “Kayapó Mebengokre nhõ pyka” com o cotidiano, os fazeres e rituais do povo Kayapó Mebengokre. Para composição da exposição, três aldeias participaram do processo de produção: Moikarakoa, Las Casas e Kikretum, através de histórias contadas pelos mais velhos, confecção de flexas, artesanato e captação de imagens.

No Forte do Presépio será incluída no circuito a exposição com cerâmica primitiva e artefatos indígenas do Museu do Encontro na sala Gauaimiaba. A exposição reúne objetos em cerâmica tapajônica e marajoara, além da cultura material recolhida no próprio sítio histórico: fragmentos de cerâmica e porcelana, balas moedas, etc.
No Museu Histórico do Estado do Pará (MHEP) : Uma coletânea de acervos em parceria com a Fundação Nacional do Índio (Funai) e acervo etnográfico da 1ª Comissão Demarcadora de Limites será apresentada na Exposição de Acervos dos Povos Indígenas do Estado .

No MHEP, estará aberta ao público a exposição das pinturas do artista plástico indígena Pituku Waiãpi que foi diagnosticado com paralisia infantil aos 2 anos de idade e desde os 18, desenvolveu técnicas de pintura utilizando a boca para pintar seus quadros. Pituku nasceu na aldeia Amapari, terra indígena Waiãbi no Amapá. Em 1979, quando tinha apenas dois anos, foi diagnosticado com paralisia infantil e foi retirado da sua comunidade pela Funai. Passou a morar na Casa de Saúde Indígena, em Belém. O instinto nato do artista o fez superar esse obstáculo, e ele usa a boca para produzir suas pinturas. Manuseando o pincel de uma forma diferente do convencional, o indígena desenvolve seus trabalhos desde 1996, quando ainda tinha 18 anos.

Na sede da FCV, no Telégrafo, será aberta a mostra “Formas e Cores da Cultura dos Tembés”. A exposição reúne telas, objetos e artesanato produzidos pelos índios, na aldeia Teko Haw, localizada à margem esquerda do rio Gurupi, na divisa do Pará com o Maranhão.


segunda-feira, 15 de março de 2010

segunda-feira, 8 de março de 2010

Filha minha

Morte lenta.
Dos abortos amorosos mal sucedidos
Ao Rápido suicídio afetivo

Nunca mais me marginalizarei nesta vida
Nunca mais verei o que amo apenas por de baixo dos panos
Então saiba, filha minha, que te amo

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Eu tive um sonho

Deus em toda sua enigmática sabedoria, um dia me perguntou em sonhos:

- Filho, conheces poemas de amor?

- Conheço apenas náuseas e dor! Retruquei

E Nelson Rodrigues, revoltado com o nonsense de Nosso Senhor Misericordioso, gritou do inferno, que é o Próprio:

- Pouco amor não é amor!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

FCV manda avisar


Desfile da Escola de Samba Grêmio Recreativo 'Crias do Curro Velho'

A escola vai desfilar com o enredo 'Amazônia de Lá e de Cá', que tem objetivo pedagógico, sem ser literalmente didático, mas inteiramente poético e lúdico para destacar a resistência da natureza às agressões ambientais.

Os desfiles das Crias do Curro Velho serão no sábado (06) saindo da Praça Brasil em direção à sede da FCV, no Telégrafo, e no domingo (07), na Avenida Presidente Vargas.

Longe de ser panfletário, o enredo contempla mensagens implícitas, fazendo ao mesmo tempo um paralelo e uma fusão entre urbanidade e floresta: os modos de vida, lendas e mitos, crenças religiosas, comportamentos, costumes e tradições, hoje quase diluídos pela globalização.

Dia 06
Concentração a partir das 8h na Praça Brasil
Saída 9h rumo à Fundação Curro Velho
Dia 07
Concentração a partir das 8h na Escadinha da Presidente Vargas.
Saída 9h rumo à Praça da República

Ascom - Curro Velho

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Runiões preparatórias para a Semana dos Povos Indigenas



É isso ai. O Comitê Intersetorial de Política Indigenista do Estado do Pará já está em pleno funcionamento para preparar a SEMANA DOS POVOS INDIGENAS, a ser realizado em abril. Na sexta (29) o Comitê se reuniu com várias lideranças indigenas para discutir o tema e a metodologia da Semana.

É sempre gratificante trabalhar com os indigenas, que nos dão sempre grandes exemplos de conduta, coragem e determinação.

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Campanha do Carnaval 2010 - Ação contra a violência sexual


Lançamento da Campanha para Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes e garantia dos seus direitos , para o carnaval 2010, dia 06 e 07 de janeiro, na praça Brasil e praça da República, respectivamente, com o carnaval das Crias do Curro Velho.

O camarada Arruda está participando na organização do evento, através do diálogo entre SEGOV e SEJUDH, dentro do Comitê Estadual para Enfrentamento da Violência Sexual contra Crianças e Adolescentes. Por isso, camaradas, apareçam por lá para prestigiar o evento!

Campanhas de sensibilização em 14 municípios do estado, através dos postos de fiscalização do DETRAN, também serão realizadas durante todo o carnaval.

As escolas de samba de Belém foram convidadas para participar da campanha e deverão estar presente na próxima reunião do comitê (segunda-feira),para assinar uma carta de compromisso.

Os blocos de carnaval da cidade velha estão sendo mobilizados para aderirem à campanha, ajudando na distribuição de material informativo e chamados de conscientização contra a violência e abuso sexual infato-juvenil.


Para reforçar a rede de combate os CREAS REGIONAIS estão sendo contactados para harmonizar as suas ações no período de carnaval com a campanha.

Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes é Crime. Denuncie!
Procure o Conselho Tutelar de sua cidade ou Disque 100.

sexta-feira, 8 de janeiro de 2010

“Nietzsche fracassado”

Não dá para saber se é real ou não...Joguei fora a minha reputação.
Dentre tantos, loucos, tresloucados, encontro-te, como pedra em cachoeira mineira.
Não dá para suportá-la mais: enchendo o meu vazio de saco, juntando os cacos.
O que não me mata, aflige-me, corrói a minha imagem. Longe de fortalecer alguma coisa...

"Entre parênteses"

Num soneto embriagado, distorço a minha voz para te afrontar.
Antes de nada, nem te peço licença.
Antes de tudo, ainda acordo em teus braços...
Ouvi tua voz no silêncio da tarde vermelha.
Saquei do alto minha arma protetora.
De um tiro, salvei o teu dia e ganhei o meu.
Ei, garota! Por que me abraças como se o mundo fosse acabar amanhã?

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Conselho




Cerca de grandes muros quem te sonhas.
Depois, onde é visível o jardim
Através do portão de grade dada,
Põe quantas flores são as mais risonhas,
Para que te conheçam só assim.
Onde ninguém o vir não ponhas nada.
Faze canteiros como os que outros têm,
Onde os olhares possam entrever
O teu jardim como lho vais mostrar.
Mas onde és teu, e nunca o vê ninguém,
Deixa as flores que vêm do chão crescer
E deixa as ervas naturais medrar.
Faze de ti um duplo ser guardado;
E que ninguém, que veja e fite, possa
Saber mais que um jardim de quem tu és –
Um jardim ostensivo e reservado,
Por trás do qual a flor nativa roça
A erva tão pobre que nem tu a vês...

Fernando Pessoa (Mestre)