Por exemplo, a emergência de uma espécie (animal ou humana) e sua solidez são asseguradas "por um longo combate contra condições constantes e essencialmente desfavoráveis". De fato "a espécie tem necessidade da espécie enquanto espécie como de qualquer coisa que, graças à sua dureza, à sua uniformidade, à simplicidade de sua forma, pode se impor e se tornar durável na luta perpétua com os vizinhos ou os oprimidos em revolta". Em compensação, a emergência das variações individuais se produz em um outro estado das forças. quando a espécie triunfou, quando o perigo externo não a ameaça mais, e quando "os egoísmos voltados uns contra os outros que brilham de algum modo lutam juntos pelo sol e pela luz"27 Acontece também que a força luta contra si mesma:e não somente na embriaguez de um excesso que lhe permite se dividir, mas no momento em que ela se enfraquece. Contra sua lassidão ela reage, extraindo sua força desta lassidão que não deixa então de crescer, e se voltando em sua direção para abatê−la, ela vai lhe impor limites, suplícios, macerações, fantasiá−la de um alto valor moral e assim por sua vez se revigorar. Este é o movimento pelo qual nasce o ideal ascético "no instinto de uma vida em degenerescência que luta por sua existência"28. Este também é o movimento pelo qual a Reforma nasceu, onde previamente a Igreja se encontrava menos corrompida29; na Alemanha do séc. XV o catolicismo tinha ainda muita força para se voltar contra si próprio, castigar seu próprio corpo e sua própria história e se espiritualizar em uma religião pura da consciência.
é meus amigos bem-vindos a "quem somos nós"!
e ainda acho estranho quando as pessoas falam que o nosso amigo ai não tem nada a ver com alguns preceitos do evolucionismo. ele bate nesta tecla sempre. a metáfora do macaco, ah meu macaquinho...
já não tá na hora de cortar esse fumo, não?
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