quinta-feira, 2 de julho de 2009

entardecer dos sonhos

No entardecer dos sonhos
os pesadelos se proliferam
pego meu escudo
é mais do que posso agüentar

a infâmia de minha suposta bondade
é o paralelo oculto de minha reza
digo perdão aos deuses
não sou tão bom assim...

me despeço de minha inocência
dou boas vindas a minha verdadeira índole
descanso minh’alma em fogo ardente que acalma ...
não há motivo para alarde
o Brasil nem é nosso...

....

a passividade de minha atividade ansiolítica
é contraponto paradoxo de minha verdade
sou o covarde que se esconde atrás de meu alarde
tenham pena de mim
sou apenas um grão de imaturidade no sopro do bom senso

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