domingo, 5 de julho de 2009

Amy de K

“Lágrimas de Chumbo”

Desencanto: lágrimas de chumbo. Pesadas, passadas, plugadas, escondidas. Mero engano de quem acredita que é eterno. Sofrimento lento, colorido, barulhento... Devaneios. Lembranças dos abraços e enlaces matutinos. Juras de amor e de horror nunca ditas. Sorrateiros beijos inesquecíveis. Dança sem movimento. Música sem letra. Movimentos de recuo. Embalos de todos os dias. Amor feito de enxofre, vindo do inferno de Dante sem Beatriz. Tudo o que desejou... Utopia vivida.

Desilusão feita de chumbo, derretendo as esperanças de um dia completar-se. Opostos iguais. Diferenças tamanhas que não as faziam. Pouco importa agora do adeus que já deste da maravilha vivida. Saudades extirpadas do peito. Revolta sem raiva. Dúvidas. Dilemas.Tudo fora de contexto. Sem sexo nem nexo...Adeus dado por força. Laços rompidos e estereotipados. Grito lancinante. Sussurros não ouvidos. Tudo incompleto como manda a vida.



Um Vazio

De um vazio, passou para outro.

Onde se encontra alguém ou um livro.

Sinto tua falta.

Passei por ti incólume.

Sinto mágoa...É um rio que me leva sem

que o peça...

Ainda que eu te esperasse, algo me dizia que sim.

Afirmações a la Van Gogh...

Não ensaias para fugir! Te encontro quando quero!

Além de ti, não há ninguém nesta terra capaz de usufruir dos meu cantos e encantos.


“Piegas”

Quisera eu ter um filho teu...

Um filho teu...

Cruzar mundos, infâncias e infâmias.

Quisera eu poder te chamar através de mim...

Algo para medir o teu compasso,

Discutindo em vão, um quê ou não do ser piegas,

Levando pra longe algo sem destino.

Quisera eu ter um filho teu...

E te olhar todos os dias

Naquele pedaço a me inspirar, sem agonia.

Meu amor, deixarias algo um tanto quanto cheio,

A me preencher nos dias vazios, sem a tua companhia...


poesias de minha amada
kedyma

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