sexta-feira, 18 de dezembro de 2009

Eddie, som e imagem em alta definição!





Muito LOUCO o trabalho do Eddie, muleque doido dos rastas, que pelo jeito em estão em ótima vibração com as frequências outsides. Um grande abraço irmao!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

rebanho...

passividade ansiolítica

a passividade de minha atividade ansiolítica
é contraponto paradoxo de minha verdade
sou o covarde que se esconde atrás de meu alarde
tenham pena de mim
sou apenas um grão de imaturidade no sopro do bom senso


não há motivo para alarde
o Brasil nem é nosso...

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

comércio do Osmar





Tenho pequenos hábitos que carrego como pequenas tralhas empoeiradas pela antiguidade do tempo que as sustento.

Uma manha de domingo me é quente pelas ruas vazias da cidade velha, esbarrando com passados remotos de suas esquinas, entrecruzadas com acontecimentos do meu próprio passado, nostalgia arrebatadora em multiplas frequências. Domingo pra mim é foda, sempre foi. Ansiedade de culpa, de merdas não resolvidas, meus fantasmas tiram férias durante a semana para solicitarem suas audiências no domingo, maldito sarcástico superego.

Como Chico science dizia “amo o meu domingo” em sei lá que música, pô, sempre quis amar o meu também, sempre anseio pela anulação de tal estado. Percorro desesperadamente as ruelas onde nasci e me criei atrás de contrapontos...

(Será essas casas velhas, que sempre me espreitaram, ligadas a essa antiguidade em que me carrego? Ter olhado com curiosidade depravada das ruas onde sempre caminhei para dentro destes casas-caixões através de suas janelas desbotadas, justamente atrás da antiguidade que as denunciava, atrás de um história que ali estava escrita por seu próprio estado, me jogaram sempre no passado de mim mesmo e da qual não tenho como identificá-lo, tal como nunca consegui perceber os fatos concretos daquelas histórias ali só manifestamente denunciada mas nunca latentes? "Quando você olha demais dentro de um abismo, o abismo olha dentro de você", agora eu entendo o que Niesztche quis dizer...)

...dos lugares que percorro sempre inicio no velho comércio do Osmar. Lá se reúnem a velha nata dos moradores da Rua Dr. Malcher, do perímetro que se estende da Cintra até a rua que passa por detrás da igreja da Sé. É o único lugar aberto no vazio dominical da impotência histórica de nosso bairro. A próxima ilha de vida só a 4 quarteirões na Cametá a "dona sara", mas lá não há reuniões apenas transeuntes comprando coca-cola ou óleo pra fazer o almoço.

No comércio do Osmar, portinha minúscula onde se entulham parceiros de copo e de "sacaniação", uma geladeira de skol e produtos variados que vão desde absorvente femininos à mortadela, velhas figuras dão o ar da sua graça lá pelas 11h até às duas, quando o Osmar finalmente fecha suas portas (uma única vez na semana; mas, porém, todavia, quando essa galera se empolga rola churrascada no meio da rua, e Osmar também enche a cara e a onda vai até umas 17H, ao som de Raul Seixas.

No meio da sacaniação, papos filosóficos canalhas, receitas de peixe, explicações técnicas sobre a produção de destilados, e os mais variados papos respeitosamente fúteis para a labuta da segunda-feira próxima, cada um começa a trazer exemplares da culinária dominical de suas respeitosas senhoras, e no meio do papo e da gelada, já sai é todo mundo almoçado, pra almoçar mais uma vez em casa, é claro, e com cerveja levada dentro de sacos da yamada lá do Osmar.

Dentre as figuras do comércio do Osmar tem uma que faz as honras para estar nestas inúteis linhas: é o Chico Kahwage. Lenda da CV, sushimam, cozinheiro profissa, x-tudo do conhecimento lido amiúde em assinaturas de revistas variadas, e o cara se empolga: Vai lá na casa dele pegar um revista que faz testes sobre todas as marcas de tudo o que existe pra mostrar o que presta e o que não presta para te convencer a não comer mais “miosho” porque a informação nutricional da embalagem está totalmente errada, de riso fácil, bom comerciante, pai, boêmio, um grande sacaneador da vida alheia, daquele que faz o caboco chorar, brother.

E assim são muitos outros que ali se reúnem. Não tem tristeza: tu podes chegar lá corno e fudido, eles vão sacanear com a tua cara, contar da cornice deles, sacanear das dos outros, contar histórias escatológicas do coleguinha ao lado e tu sai rindo da própria cara.

Passada obrigatória do meu domingo. tristeza vai embora: vejo pulhas como eu rindo de si mesmo, celebrando e confirmando a vida. Fica tudo numa nice.

Com umas cinco geladas na cabeça já (ou mais confesso) pego o beco, subo a Joaquim Távora, sol tinindo, vou parar na republica, tomo mais uma, encontro outras figuras populares, sento na grama, escuto um tambor, como qualquer coisa, grama de novo, passou o dia, e o bom filho à sua casa retorna cansado e com fantasmas amordaçados.

Pois, meus pares, deixo minha homenagem ao Comércio do Osmar, à minha nostalgia dominical que me lança nas ruas atrás de explosão de vidas e à Cidade Velha (suburbano convicto).

E querendo me ver, passem lá, Joaquim Távora entre, Dr. Assis e Dr. Malcher, para tomarem uma comigo, lá pelas 11h

sexta-feira, 4 de dezembro de 2009

A pedra

Sobre a vida nada temo.
Temo os homens sobre ela.
Já vi de tudo não nego o mundo.
Disfarce o ódio reveja a queda.

Sobre os homens nada tenho.
Temo a vida em pé de guerra.
Perdi de tudo, não nego o escuro.
Mendigue os sonhos e encare a pedra.

Sobre a pedra não há remendo.
Tenha a sua e respeite a ela.
Faça tudo, não negue o absurdo.
Seja humano, se acalme nela.

Poema do capita Claudio Porpino, amigo e psicólogo nas horas vagas
(to dando corda pro cara abrir logo um blog, pq há várias palavras estruturadas em idiossincrasias de um autêntico capita!)

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

pra mim

Pro inferno com o amor de tardes rasas
que dorme cedo e tem hora pra chegar

pro inferno com o que é dúvida e se espalha
feito ratos em bando pela estrada

Já chega de afiar faca na noite
e de aflições que vêm de berço e não têm fim
descanso é ar no peito e uma certeza
não é mais hora de testar limite assim

Não quero mais o alívio que redime
e cuja origem é a mesma do terror
os medos que carrego já me bastam
eu sou na vida o antídoto pra dor

Pro inferno com essa festa de tristeza
não cabe mais angústia no salão
ação não é o antônimo de calma
e o que lateja, meu amor, nem sempre é bom.

Maria Rezende

pra ela

No meio dos meus peitos mora o filho que eu vou ter.
O buraco que tem lá foi feito por ele em mim muito antes de chegar.
Desse buraco eu nasci.

Quando ele aparecer pra mulher que eu me tornei
é nesse buraco antigo,
bem no meio dos meus peitos,
que ele vai se encaixar.

Esse filho que vai vir faz meus dentes mais macios e ilumina o meu olhar.

Lá no fundo do buraco,
ocupando aquele espaço,
estão minhas dádivas mais raras:
as doçuras que eu cultivo,
minhas melhores palavras,
esperança armazenada esperando ele chegar.

O dia em que ele vier ocupar minha barriga
é nesse sonho vivido que ele vai se aconchegar,
até que meus peitos inchados jorrem no seu corpo novo
todo o leite abençoado que vai nos alimentar.

Desse instante eu vou viver.

Maria Rezende

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

THE BERLIN REUNION


Costumo dizer que o ser humano não vale à pena, o que vale é a cultura criada por ele. Nisso somos bons. Busco não saber muito sobre as bandas que eu gosto muito, dos pintores que fazem os quadros que admiro, dos poetas que me alimentam, pois geralmente são dissonantes os valores dessas obras e os humanos que os fazem; chega a ser aterrorizante. A existência podre humana tem valor na sua transcedência artistica. Acho que foi isso que Freud quis chamar de sublimação. E pensando sobre isso, acho que o que nos prende à música e as artes em geral é exatamente o processo de humanos buscando transvalorar a frivolidade de seus cotidianos em objetos externos a seus corpos para atingirem os corpos dos outros entendiados e desperados com sua própria hediondez... anyway tive a felicidade de ser brindado com mais uma dessas perólas de mutação: The berlin Reunion. Nem fazia idéia da existência do ROYAL DE LUXE, um luxo só! Dica da Júlia Sá.

Por sinal, vai ai um texto da Siqueira sobre o Freud falando do caráter neurótico de Leonardo da Vinci e seus processos de sublimação

quinta-feira, 10 de setembro de 2009

musiké

Tenho pavor de festinhas
aparo as arestas da farsa
visto a minha roupa nova
mas hoje não saio de casa

quinta-feira, 3 de setembro de 2009



Isso não pode ser um ser humano de carne e osso como nós. olha como ela toca,alguém disse que parece que ela tá costurando... lindo demais

sexta-feira, 14 de agosto de 2009

O eu-só



Esquece
Esvazia-te de mim
Pormenoridades intimas
Ínfimas de nós
Destroçadas em filamento uníssonos
Da volta do eu-só

O anseio de apropriar
Custa a calmaria do nós
Rebeldias do só em contento

Não te menti (tanto assim)
Não te enganei (tanto assim)
Quis verdadeiramente ser teu (tanto assim!)

A temporalidade conjunta
se esvai em dissonâncias
Junta o que te sobra
e vai embora


Única possibilidade de união:
Uma fração de paz consigo mesmo

quinta-feira, 13 de agosto de 2009

mentiras


Te pedi a inexatidão
Da tua razão
Mentistes fingindo ser são
Trocastes o sim pelo não
Morrestes cavando o teu próprio buraco no chão!

segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Mestre dos mestres

Não sei quantas almas tenho.
Cada momento mudei.
Continuamente me estranho.
Nunca me vi nem acabei.
De tanto ser, só tenho alma.
Quem tem alma não tem calma.
Quem vê é só o que vê,
Quem sente não é quem é,

Atento ao que sou e vejo,
Torno-me eles e não eu.
Cada meu sonho ou desejo
É do que nasce e não meu.
Sou minha própria paisagem;
Assisto à minha passagem,
Diverso, móbil e só,
Não sei sentir-me onde estou.

Por isso, alheio, vou lendo
Como páginas, meu ser.
O que segue não prevendo,
O que passou a esquecer.
Noto à margem do que li
O que julguei que senti.
Releio e digo : "Fui eu ?"
Deus sabe, porque o escreveu.

Fernando Pessoa

sexta-feira, 31 de julho de 2009

segunda-feira, 27 de julho de 2009

poema

Transeuentes nas ruas
Grandes narizes e verrugas
Baluartes de nossos valores
Carne podre de nossos amores
Badulaque que usamos
As emoções que sugamos

Cogito o esvanecimento do eu
Adormecimento...
Mas como surgir uma nova alvorada
Se a mente sempre nos mente?

Personagens sempre existirão
Mas estão menos pictóricos...

Cultura popular e as influências estéticas na música paraense.


Para quem gosta do assunto, a entrevista do Jorge Sá feita com o Vlad Cunha e Gustavo Godinho tá só o filé

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Alias



Alias, o Gustavo Godinho é o meu herói: ele é uma versão moderna (bem que menor e errônea) dos antigos filósofos que antes de travarem suas lutas contra o resto da humanidade, primeiramente viviam anos de solidão e reclusão desenvolvendo suas filosofias/teologias para depois enfrentar seus destinos martíricos. O Gustavo passou anos trancado em seu quarto, dividindo seu tempo entre gaganeiras psicossomáticas e elevadas horas de leitura e pesquisas na internet sobre cinema e suas misteriosas e santas técnicas de filmagem. Desabrochou para o mundo. Hoje dá cursos no IAP com maestria sobre técnicas de suas avançadas máquinas futurísticas de captação da realidade circundante. é vibe. Tá na crista da onda da galera cool de Belém. Pop star. Comediante de papo furado. Cineasta. Pensador de vanguarda: já nos idos anos de 97 ele acreditava que a INTERNET era personificação de DEUS. Traçador da menininhas indies pós-18 anos. Produziu vários documentários sobre temas marginais e do universo pop-regional, como a festas dos travecas no círio e o tecnobrega. De garoto de apartamento, compreende hje em dia assuntos da periferia como ninguém.. Dali gumonstro!!

Quebec

depois de ano após ano pedindo desesperadamente para o caco parar de gritar no meu ouvido com o seu violão psicodelico-dissonante e horas interminaveis escutando a melodia alcoolizada de Quebec pelos bares da cidade parece que o negócio melhorou graças ao seu produtor musical, peito de moça

terça-feira, 14 de julho de 2009

Inconsciente Coletivo

Acho que se deitasse num divã (como muitos da minha geração)e o psicnalista doidão conseguisse me colocar em situação de regressão e exploração do meu incosciente, com certeza ia encontrar complexos emocionais relacionados com a minha erotico-afetividade baseados em imagens, sons, livres associações, condensasões, deslocamento e mais uma infinitade de processos da linguagem do inconsciente que os psicalistas tanto cultuam, com elementos presentes desta "dramaturgia trapalhoesniana"! Classico Total! Inconsciente coletivo visceral! Te amo DIDI!

Será eu o primeiro, o segundo ou terceiro dos amantes? a qual dos papeis nos colocamos, nos "travestimos"?

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Excelentíssimo Embaixador da Palestina Ibrahim Al Zeben em Belém do Pará


- Corre andré que tá tendo uma palestra muito doida lá em baixo no auditório!
- Como assim?! O que é já?!
- O embaixador da Palestina ta ai! Ela vai falar sobre a situação dos campos de
refugiados, lá na faixa de Gaza.
- Caracas! Vamo lá! Quero ver ele falar mal dos judeus!

Minha decepção foi tremenda, pois nosso Excelentíssimo Embaixador da Palestina, Ibrahim Al Zeben, não falou mal dos judeus. A pessoa humana e ética encarnada naquele homem sofrido e marcado pelas guerras em sua terra não o permite falar mal nem de formigas, ele apenas apontou fatos e responsáveis. Foi uma verdadeira aula de geopolítica apresentada não pela mídia ou pelos livros tendenciosos de nossos tempos de escola, foi direto da fonte, expurgada por um militante já abatido pelas derrotas, mas insistente em sua esperança de salvar o que ainda resta da sua etnia já que, segundo suas palavras, existe uma grande possibilidade de utilização de “pequenas” bombas nucleares para eliminar o “problema” entre judeus e palestinos.

A mensagem do embaixador para o pequeno publico presente no auditório da SEGOV foi a seguinte:

Os palestinos só poderiam se comportar da forma como se comportam (julgados como loucos-primitivos-suicidas) em função de que a palestina já foi atacada mais de 57 vezes em seus 10.000 anos de existência por todas as grandes potencias de todas as épocas, na medida em que está localizada em um território estratégico – faz a ligação entre a África, Ásia e Europa – e por sua importância religiosa.

Sem contar com esta problemática própria de sua história, ainda teve que “pagar o pato” em função de um povo ainda mais ferrado do que eles em termos de perseguição durante toda a história da humanidade: é claro que estamos falando dos nossos queridos judeus. O embaixador afirma que ele não tem nada contra a etnia e religiosidade judaica. Não existe um preconceito etno-religioso contra eles, porém é inadmissível que a Europa destrua com os judeus pegue o que resta deles e os coloque no território dos palestinos. “Simpatizo com a dor dos judeus massacrados na Europa , mas não posso pagar a divida da Europa com o meu território”, disse Zeben. No inicio os palestinos não demonstraram grandes resistências com a chegada dos judeus, mas os problemas foram se agravando com a ofensiva judaica contra eles pela soberania do território santo.

O estado judeu foi criado pela primeira vez em 1917, ocupando 56% dos territórios férteis, levando os palestinos a campos de refugiados inóspitos. A promessa era criação de dois estados pelas Nações Unidas, mas o estado palestino nunca foi confirmado... E assim surge uma nação de diásporas em 56 campos de refugiados.

Já em 1948 a Palestina cede 78% do território e o que sobra é dividido em 18 partes incomunicáveis, por muros e sistemas de segurança israelitas, tornando a vida indigna e insustentável pela quebra da dignidade e soberania dos palestinos: em suma, eles foram colocados em gaiolas gigantes e, segundo Zeben, para facilitar a erradicação sistemática de seu povo.

Há quase um mês atrás 1.500 palestinos foram massacrados em um vilarejo perto da faixa de Gaza! Pelo Amor de Deus! Absurdo Total! Todas as bombas permitidas e não permitidas foram lançadas. “Foi um real experimento bélico in vivo”, lamentou Zeben. O novo chanceler da Israel, Lieberman, nomeado a poucos dias, recebeu tão honrada posição após ter afirmado que era mais eficiente jogar uma “pequena” bomba nuclear do que ficar dias soltando bombas! E mais!: ele estará no Brasil nos próximos dias fazendo uma “visitinha” aos amigos brasileiros.

Fica evidente que a vinda do embaixador da Palestina ao Brasil, com passagem por várias cidades é uma tentativa de combater o discurso que será disseminado pelo chanceler de Israel, mas contra ele está o desprezo e tendenciosidade da mídia mundial e o nosso prório preconceito contra esses diásporas da terra santa

Fica aqui registrado este pequeno texto como apoio a Ibrahim Al Zeben, que nos solicitou solidariedade pela sua causa e me comoveu pelo amor que apresentou pela defesa de seus ideais e pelo ser humano que é.

Salve a Palestina!!


Para mais detalhes históricos e análises, aqui vai um bom site:
http://www.digestivocultural.com/colunistas/coluna.asp?codigo=808

terça-feira, 7 de julho de 2009

Para fortalecer os nervos - Mais Nietzsche e Foucault

ninguém vivo ou morto detona a metafisica e a vâ filosofia como esses dois sacanas!
(e isso não quer dizer que eu não seja metafisico!)

"a injustiça e a instabilidade no espírito de alguns homens, sua desordem e sua falta de medida são as últimas conseqüências de inumeráveis inexatidões lógicas, de falta de profundidade, de conclusões apressadas de que seus ancestrais se tornaram culpados"

Má alimentação, má respiração, corpo débil e vergado daqueles cujos
ancestrais cometeram erros; que os pais tomem os efeitos por causas, acreditem na realidade do além, ou coloquem o valor eterno, é o corpo das crianças que sofrerá com isto. A covardia, a hipocrisia, simples rebentos do erro; não no sentido socrático, não porque seja preciso se engajar para ser malvado, nem também porque alguém se desviou da verdade originária, mas porque o corpo traz consigo, em sua vida e em sua morte, em sua força e em sua fraqueza, a sanção de todo erro e de toda verdade como ele traz consigo também e inversamente sua origem − proveniência. Por que os homens inventaram a vida contemplativa? Por que eles atribuíram a esse gênero de existência um valor supremo? Por que atribuíram verdade absoluta às imaginações que nela se formam? "Durante as épocas bárbaras ... se o vigor do indivíduo diminui, se ele se sente cansado ou doente, melancólico ou saciado e, por conseqüência, de uma maneira temporária, sem desejos e sem apetites, ele se torna um homem relativamente melhor, quer dizer, menos perigoso e suas idéias pessimistas se formulam apenas por palavras e reflexões. Neste estado de espírito ele se tornará um pensador e anunciador ou então sua imaginação desenvolverá suas superstições"

domingo, 5 de julho de 2009

Amy de K

“Lágrimas de Chumbo”

Desencanto: lágrimas de chumbo. Pesadas, passadas, plugadas, escondidas. Mero engano de quem acredita que é eterno. Sofrimento lento, colorido, barulhento... Devaneios. Lembranças dos abraços e enlaces matutinos. Juras de amor e de horror nunca ditas. Sorrateiros beijos inesquecíveis. Dança sem movimento. Música sem letra. Movimentos de recuo. Embalos de todos os dias. Amor feito de enxofre, vindo do inferno de Dante sem Beatriz. Tudo o que desejou... Utopia vivida.

Desilusão feita de chumbo, derretendo as esperanças de um dia completar-se. Opostos iguais. Diferenças tamanhas que não as faziam. Pouco importa agora do adeus que já deste da maravilha vivida. Saudades extirpadas do peito. Revolta sem raiva. Dúvidas. Dilemas.Tudo fora de contexto. Sem sexo nem nexo...Adeus dado por força. Laços rompidos e estereotipados. Grito lancinante. Sussurros não ouvidos. Tudo incompleto como manda a vida.



Um Vazio

De um vazio, passou para outro.

Onde se encontra alguém ou um livro.

Sinto tua falta.

Passei por ti incólume.

Sinto mágoa...É um rio que me leva sem

que o peça...

Ainda que eu te esperasse, algo me dizia que sim.

Afirmações a la Van Gogh...

Não ensaias para fugir! Te encontro quando quero!

Além de ti, não há ninguém nesta terra capaz de usufruir dos meu cantos e encantos.


“Piegas”

Quisera eu ter um filho teu...

Um filho teu...

Cruzar mundos, infâncias e infâmias.

Quisera eu poder te chamar através de mim...

Algo para medir o teu compasso,

Discutindo em vão, um quê ou não do ser piegas,

Levando pra longe algo sem destino.

Quisera eu ter um filho teu...

E te olhar todos os dias

Naquele pedaço a me inspirar, sem agonia.

Meu amor, deixarias algo um tanto quanto cheio,

A me preencher nos dias vazios, sem a tua companhia...


poesias de minha amada
kedyma

sexta-feira, 3 de julho de 2009

quinta-feira, 2 de julho de 2009

entardecer dos sonhos

No entardecer dos sonhos
os pesadelos se proliferam
pego meu escudo
é mais do que posso agüentar

a infâmia de minha suposta bondade
é o paralelo oculto de minha reza
digo perdão aos deuses
não sou tão bom assim...

me despeço de minha inocência
dou boas vindas a minha verdadeira índole
descanso minh’alma em fogo ardente que acalma ...
não há motivo para alarde
o Brasil nem é nosso...

....

a passividade de minha atividade ansiolítica
é contraponto paradoxo de minha verdade
sou o covarde que se esconde atrás de meu alarde
tenham pena de mim
sou apenas um grão de imaturidade no sopro do bom senso

quarta-feira, 1 de julho de 2009

outro cara que me noia, mas tá vivo e mora ao lado



vai do gosto de cada lady
rasgar sua pele com diamantes
ou adorná-la com carvão
vai da pressa do freguês
de cada um de seus chiliquese dos tropeços encenados
de aviões de guardanapo de cada promessa clandestinade um retorno debruçado no guidão
vai ao gosto de bloodymary vai emboravai, pois, mas não volta
vai-de dia
que a noite já não suporta tua presença em sacos plásticos nem teu funga-funga em tufos de algodão

Caco IshaK

esse cara me esclarece e me noia - Nietzsche (na leitura de Foucault)

Por exemplo, a emergência de uma espécie (animal ou humana) e sua solidez são asseguradas "por um longo combate contra condições constantes e essencialmente desfavoráveis". De fato "a espécie tem necessidade da espécie enquanto espécie como de qualquer coisa que, graças à sua dureza, à sua uniformidade, à simplicidade de sua forma, pode se impor e se tornar durável na luta perpétua com os vizinhos ou os oprimidos em revolta". Em compensação, a emergência das variações individuais se produz em um outro estado das forças. quando a espécie triunfou, quando o perigo externo não a ameaça mais, e quando "os egoísmos voltados uns contra os outros que brilham de algum modo lutam juntos pelo sol e pela luz"27 Acontece também que a força luta contra si mesma:e não somente na embriaguez de um excesso que lhe permite se dividir, mas no momento em que ela se enfraquece. Contra sua lassidão ela reage, extraindo sua força desta lassidão que não deixa então de crescer, e se voltando em sua direção para abatê−la, ela vai lhe impor limites, suplícios, macerações, fantasiá−la de um alto valor moral e assim por sua vez se revigorar. Este é o movimento pelo qual nasce o ideal ascético "no instinto de uma vida em degenerescência que luta por sua existência"28. Este também é o movimento pelo qual a Reforma nasceu, onde previamente a Igreja se encontrava menos corrompida29; na Alemanha do séc. XV o catolicismo tinha ainda muita força para se voltar contra si próprio, castigar seu próprio corpo e sua própria história e se espiritualizar em uma religião pura da consciência.


é meus amigos bem-vindos a "quem somos nós"!

e ainda acho estranho quando as pessoas falam que o nosso amigo ai não tem nada a ver com alguns preceitos do evolucionismo. ele bate nesta tecla sempre. a metáfora do macaco, ah meu macaquinho...