quarta-feira, 25 de março de 2015

negação da autoridade é o plasma do sujeito
“ofilein”significa não amar, mas apropriar-se (em latim suus, sien). O philosophos
é aquele que persegue um saber para torná-lo seu”. Schürmann,

quarta-feira, 18 de março de 2015

"quando se impõe mundos, se criam submundos" Goffman.
"onde há poder, há também resistência" Foucault

segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

 Do mesmo modo que te abriste à alegria
 abre-te agora ao sofrimento
 que é fruto dela
 e seu avesso ardente.
Do mesmo modo
 que da alegria foste
 ao fundo
 e te perdeste nela
 e te achaste
 nessa perda
 deixa que a dor se exerça agora
 sem mentiras
 nem desculpas
 e em tua carne vaporize
 toda ilusão
que a vida só consome
o que a alimenta.


Aprendizado – Ferreira Gullar

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

há aquele que prefere se diluir ao gosto da vida faxinada desprovida de sangue

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

O invertido do quebra-corrente




Inicio de janeiro
Constrói teu picadeiro
Promessas de outros carnavais
Ainda tens o ano inteiro
Vai-e-trás que já não podes mais
Idéias construídas no instinto das horas
Perdida de valor em sua reconsideração
Fecha a porta e vai embora
Espiral dialética de auto-anulação
...
Até meu teclado anda a andar pra trás.

sábado, 19 de fevereiro de 2011

homenagem a nossa chuva


MANOEL BANDEIRA
A chuva cai. O ar fica mole . . .
Indistinto . . . ambarino . . . gris . . .
E no monótono matiz
Da névoa enovelada bole
A folhagem como o bailar.


Torvelinhai, torrentes do ar!


Cantai, ó bátega chorosa,
As velhas árias funerais.
Minh'alma sofre e sonha e goza
À cantilena dos beirais.


Meu coração está sedento
De tão ardido pelo pranto.
Dai um brando acompanhamento
À canção do meu desencanto.


Volúpia dos abandonados . . .
Dos sós . . . — ouvir a água escorrer,
Lavando o tédio dos telhados
Que se sentem envelhecer . . .


Ó caro ruído embalador,
Terno como a canção das amas!
Canta as baladas que mais amas,
Para embalar a minha dor!


A chuva cai. A chuva aumenta.
Cai, benfazeja, a bom cair!
Contenta as árvores! Contenta
As sementes que vão abrir!


Eu te bendigo, água que inundas!
Ó água amiga das raízes,
Que na mudez das terras fundas
Às vezes são tão infelizes!


E eu te amo! Quer quando fustigas
Ao sopro mau dos vendavais
As grandes árvores antigas,
Quer quando mansamente cais.


É que na tua voz selvagem,
Voz de cortante, álgida mágoa,
Aprendi na cidade a ouvir
Como um eco que vem na aragem
A estrugir, rugir e mugir,
O lamento das quedas-d'água!

o guardião universal

Muito bem! C q tá lendo esse blog deve t notado q eu abrevio muito palavras do tipo "que", "de" e "ter" pra "q", "d" e "T'. Poisé. Faço isso por q're mesmo! Pra mim é mais prático e essas Porra d Letra faz o mesmo som da Porra da palavra quando pronunciada! Seja bem vindo ao futuro do português! E é bom c lembrar q esse tipo d evolução é natural em nossa lingua imbencil!(Esse xingamento só vale pra quem não curte meu jeito d escre'v) Esse aqui é meu blog e aqui eu faço as REGRAS d meu "Portunetes"! Se tu gosta d português culto. Então para d falar você e fala vosmice Retardado(a)! Pois o vosmice evoluiu pra você, hoje tá passando a se só cê. Logo vai ser só "C" mesmo PORRA! Boa leitura. :) 

no guardião universal
AGENTE FAZ O QUE QUER COM DAQUILO QUE NÃO É NADA
MAS FALHA SE NÃO FIZER FICA PRESO NA ESTRADA
PORQUE PENSA DENTRO DELA E NÃO DAQUILO QUE EU QUIS

SER FELIZ É SER AQUELA
E AQUELA LÁ NÃO É FELIZ
FICA PRESA NA ESTRADA

SE ESTOU SÓ NÃO QUERO ESTAR
SE NÃO ESTOU QUERO FICAR SÓ
SE NÃO ESTOU QUERO ESTAR SÓ

ENFIM SEMPRE QUERO ESTAR DA FORMA QUE  NÃO ESTOU
DA MANEIRA QUE NÃO ESTOU

SE FELIZ É SER AQUELA
E AQUELA NÃO É FELIZ E
SER FELIZ E SER AQUELA
E AQUELA NÃO FELIZ
PORQUE PENSA DENTRO DELA
E NAO DENTRO DO QUE EU QUIS

O QUE PENSA DENTRO DELA E NAO DENTRO QUIS

A GENTE FAZ O QUER QUER DAQUILO QUE NAO É NADA

A GENE FAZ O QUE QUER
DAQUILO QUE NÃO É NADA
MAS FALH SE NÃO FIZER
FICA PRESO NA ESTRADA
MAS FLHA SE NAO FIZER
FICA PRESO NA ESTRADA

PORQUE PENSA DENTRO DELA
E NAO DENTRO DO QUE EU QUIS
SER FELIZ É SER AQUELA
E SER AQUELA NÃO É SER FELIZ
FICA PRESA NA ESTRADA

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

mantra musical - pequena Olívia

Gata pintada
Quem foi que te pintou?
Foi a Olívia que usou lápis de cor

Dana, Danada
Dana, Danadinha
Usa pedra
Para fazer farinha

É meu amor
meu estupor
eu clamo
clamo
paz interior

eu clamo
clamo clamo clamo
paz interior

A Olívia dorme na hora.

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Transvaloração

- Você não está seguro do que diz? Vai novamente mudar,
deslocar-se em relação às questões que lhe são colocadas, dizer
que as objeções não apontam realmente para o lugar em que você
se pronuncia? Você se prepara para dizer, ainda uma vez, que você
nunca foi aquilo que era você se critica? Você já arranja a saída
que lhe permitirá, em seu próximo livro, ressurgir em outro lugar e
zombar como o faz agora: não, não, eu não estou onde você me
espreita, mas aqui de onde o observo rindo.

- Como?! Você pensa que eu teria tanta dificuldade e tanto
prazer em escrever, que eu me teria obstinado nisso, cabeça baixa,
se não preparasse - com as mãos um pouco febris - o labirinto onde
me aventurar, deslocar meu propósito, abrir-lhe subterrâneos,
enterrá-lo longe dele mesmo, encontrar-lhe desvios que resumem e
deformam seu percurso, onde me perder e aparecer, finalmente,
diante de olhos que eu não terei mais que encontrar? Vários, como
eu sem dúvida, escrevem para não ter mais um rosto. Não me
pergunte quem sou e não me diga para permanecer o mesmo: é
uma moral de estado civil; ela rege nossos papéis. Que ela nos
deixe livres quando se trata de escrever.

Foucault - Arqueologia do Saber

let me out of this hell when you're around

>

lindo

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

terça-feira, 17 de agosto de 2010

Mantra da semana

liberdade afetiva de tudo o que me atrasa nesta vida
liberdade afetiva de tudo o que me atrasa nesta vida


Deus é força Deus é luz
Deus é luz Deus é força


pequena Olívia
Olívia pequena

sacudi do peito antigos rancores velhos defeitos
sacudi do peito velhos defeitos antigos rancores

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

macaco bong


macaco bong / shift from greenvision films on Vimeo.


orgulho do meu amigo gustavo "bogoball" godinho
Loucura2.jpg (286×360)
memória
O homem também se admira de si mesmo por não poder aprender a esquecer e por sempre se ver novamente preso ao que passou: por mais longe e rápido que ele corra, a corrente corre junto. É um milagre: o instante em um átimo está ai, em um átimo já passou, antes um nada, depois um nada, retorna entretanto ainda como um fantasma e perturba a tranqüilidade de um instante posterior (...) O homem (...) contrapõe-se ao grande e cada vez maior peso do que passou: este peso o prime ou o inclina para o seu lado, incomodando os seus passos como um fardo invisível e obscuro que ele pode por vezes aparentemente negar e que, no convívio com os seus iguais, nega com prazer: para lhes despertar a inveja (...) então ele aprende a entender a expressão “foi”, a senha através da qual a luta, o sofrimento e o enfado se aproximam do homem para lembrá-lo o que é no fundo de existência – um imperfectum que nunca pode ser acabado. Se a morte traz por fim o ansiado esquecer, então ela extingue ao mesmo tempo o presente e a existência, imprimindo, com isto, o selo sobre aquiele conhecimento de que a existência é apenas um ininterrupto ter sido, uma coisa que vive de se negar e de se consumir, de se autocontradizer.

Da utilidade e desvantagem da história para a vida
Nietzsche